TUCCA e Sta.Marcelina

Parceria é reconhecida internacionalmente

Parceria entre a Associação TUCCA e o Hospital Santa Marcelina é reconhecida internacionalmente

Estudos pioneiros desenvolvidos pelas instituições foram apresentados durante o

14º Simpósio Internacional de Neuro-Oncologia Pediátrica


A excelência e o pioneirismo do tratamento oferecido a pacientes com câncer pela equipe multidisciplinar do Departamento de Oncologia Pediátrica do Hospital Santa Marcelina, em parceria com a TUCCA (Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer), foram reconhecidos em um dos principais congressos da área. Durante o 14º Simpósio Internacional de Neuro-Oncologia Pediátrica, realizado em Viena, o oncologista pediatra Sidnei Epelman, presidente da TUCCA, e a psicanalista Claudia Epelman, vice-presidente da associação, apresentaram quatro estudos científicos sobre o tratamento do câncer infantojuvenil.

Os estudos focados no tratamento de tumores cerebrais, que apresentaram resultados promissores, foram publicados na última edição do periódico científico Journal of Neurooncology. “Há poucos estudos direcionados para o câncer infantil, se comparados aos tumores no adulto e, com esses trabalhos, conseguimos aprimorar o diagnóstico e o tratamento, oferecendo novas perspectivas para os pacientes”, afirma o Dr. Sidnei Epelman.

O médico ressalta ainda a importância da cooperação entre a TUCCA e o Hospital Santa Marcelina, oferecendo aos pacientes toda a assistência necessária para enfrentar a doença. “Esse é um exemplo de sucesso de uma parceria público-privada, que começa a render frutos também no campo científico”, comemora. “O que o hospital não consegue fornecer por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) é provido com recursos da TUCCA, garantindo o acesso dos pacientes aos tratamentos mais inovadores”, explica.

Um dos estudos apresentados no congresso é sobre o tratamento dos gliomas de alto grau, um câncer cerebral raro na infância – que acomete cerca de 2% das 1,2 mil crianças brasileiras com tumores desse tipo –, mas bastante agressivo. O estudo, que acompanhou 12 crianças, com diagnóstico recente da doença, teve como objetivo avaliar a importância da utilização de marcadores para definir a melhor conduta de tratamento. O resultado confirmou que as decisões terapêuticas baseadas nas características do tumor, reveladas pelos marcadores, levam à escolha do tratamento individualizado mais adequado, aumentando as chances de cura do paciente.

O outro estudo exposto no simpósio demonstra os resultados de um estudo clínico realizado com pacientes com glioblastoma multiforme, o mais comum tumor cerebral maligno. Esse tipo de câncer, também bastante agressivo, não tem cura. A pesquisa realizada pela equipe brasileira, que acompanhou quatro pacientes de 10 a 22 anos, todos submetidos à cirurgia para retirada do tumor, comprovou que o uso de dois quimioterápicos (irinotecan e temozolomida) após a aplicação de radioterapia, foi capaz de aumentar a sobrevida, em comparação ao tratamento padrão. Os pacientes permaneceram dois anos sem progressão da doença.

Um estudo de caso também foi apresentado durante o congresso. A equipe médica avaliou a eficácia do mesilato de imatinibe no tratamento da neurofibromatose. A doença genética, com alto índice de predisposição para o câncer, é caracterizada por manchas na pele, conhecidas como café com leite, que aumentam de tamanho e número, com a idade. O estudo, realizado com um paciente de quatro anos de idade, demonstra que o medicamento foi capaz de estabilizar a evolução do tumor durante sete meses, sem provocar efeitos colaterais.

Já o estudo realizado pela Dra. Claudia Epelman avaliou a qualidade de vida dos pacientes antes, durante e após o tratamento de tumores cerebrais para, a partir dos resultados encontrados, desenvolver estratégias adequadas para minimizar o impacto da terapia na qualidade de vida do paciente.

Sobre a TUCCA

A TUCCA, Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer, é uma organização não governamental, sem fins lucrativos, que oferece tratamento de excelência a crianças e adolescentes carentes com câncer, sem custos ao paciente ou à família. Em 12 anos de atividade, a TUCCA já tratou mais de 1.200 pacientes, na periferia de São Paulo, atingindo taxas de cura próximas a 80%, índice até 60% acima da média brasileira, igualado somente aos da Europa e dos Estados Unidos. Para otimizar recursos, a TUCCA mantém parceria com o Hospital Santa Marcelina e aplica os valores arrecadados direta e exclusivamente no que o Sistema Único de Saúde (SUS) não tem condições de oferecer, de forma a obter o melhor tratamento e a cura. Além do tratamento, atua também na pesquisa, no diagnóstico precoce e na capacitação de profissionais, contando com uma equipe multidisciplinar que assiste o paciente e sua família até que fiquem completamente bem. Para financiar os tratamentos, a TUCCA conta com doações de empresas e pessoas físicas, com o trabalho do call center e promove ações culturais ‘Pela Cura’, como a Série TUCCA Música pela Cura.