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Tratamento medicamentoso
SBPT alerta p/a importância do tratamento da asma
Sociedade Brasileira de Pneumologia e
Tisiologia alerta para a importância do tratamento medicamentoso para a
asma
Cada vez mais surgem terapias alternativas para o controle de diversas
doenças crônicas, entre elas a asma, doença respiratória que atinge até
10% da população brasileira. Um dos métodos atuais em estudo é o uso de
laser para regular as substâncias envolvidas no processo inflamatório.
“O que deve ficar claro é que existem alguns relatos científicos que
apontam algum benefício no método a laser, mas ainda é experimental e
não há evidência científica definitiva. O paciente não pode deixar de
lado o tratamento medicamentoso, estabelecido, consolidado e homogêneo
em todo o mundo”, afirma dra. Ana Luisa Godoy Fernandes, diretora de
ensino e exercício profissional da Sociedade Brasileira de Pneumologia e
Tisiologia.
A SBPT e o Consenso Brasileiro de Asma indicam que a primeira
alternativa para melhorar o controle clínico dos pacientes com asma
persistente leve é o uso de corticóide inalatório isolado. Se
necessário, especialmente em sua manifestação moderada a grave, deve
associar à outra medicação, como os broncodilatadores de ação
prolongada.
“Somente com a medicação de manutenção é possível reduzir a inflamação
das vias aéreas. O corticóide inalatório promove uma ação profilática,
melhorando o processo inflamatório dos brônquios, além de evitar a piora
clínica dos sintomas e diminuir a intensidade e frequência das crises”,
reforça dra. Ana Luisa.
Os registros da literatura médica europeia e americana mostram que
apenas 60% a 70% dos portadores da asma tomam corretamente os remédios
prescritos. Muitas vezes, o paciente segue o tratamento de forma
adequada apenas nos primeiros meses, mas assim que sente alívio das
crises interrompe o tratamento.
Segundo o Ministério da Saúde, são cerca de 2.200 óbitos por ano, ou 6
por dia, 70% durante a hospitalização por asma. É a quarta causa de
hospitalização e terceiro maior gasto do SUS que totaliza cerca de 250
mil hospitalizações ao ano, ou 2,3% do total. É, hoje, a terceira causa
de internações entre crianças e adultos jovens no país. E a maioria
destas internações acontecem justamente com pacientes que não fazem uso
regular de medicamentos de manutenção.
As cidades que registram o maior número de pacientes asmáticos são Porto
Alegre, Recife e Salvador, com cerca de 25% de casos entre os
adolescentes de cada um desses municípios. |