Hanseníase: 24/jul
Dia 24 de julho, Dermatologia do Hospital das Clínicas atenderá população na Campanha de Combate
à Hanseníase


No próximo dia 24 de julho (sábado), a Clínica de Dermatologia do Hospital das Clínicas, da Faculdade de Medicina da USP, promoverá campanha para diagnóstico da Hanseníase, doença silenciosa que, quando não tratada, traz sequelas graves ao portador.

O atendimento acontecerá das 8 às 15 horas, no Prédio dos Ambulatórios do Instituto Central do HC, à av. Enéas de Carvalho Aguiar, 155 – próximo à estação do Metrô Clínicas.

No local, neurologistas, ortopedistas, oftalmologistas, otorrinolaringologistas e médicos da Clínica Médica avaliarão os pacientes.

As pessoas com diagnostico da doença serão tratadas pela Dermatologia do Hospital das Clínicas, adianta Leontina Margarido, responsável pelo Núcleo Multidisciplinar de Hansenologia.

A hanseníase, geralmente, se caracteriza por mancha esbranquiçada ou avermelhada na pele, sem sintomas de coceira, dor e ardor, dormência nos dedos, mãos, braços e pernas e dores e inchaços nas articulações.

“Mancha insensível é a mais comum, mas a doença pode se manifestar de maneiras variadas, a exemplo de entupimento e sangramento no nariz, perda de olfato, queda de cílios e de pelos das sobrancelhas, olhos avermelhados, secos, com intolerância à luz, além de feridas nos pés, tanto nas plantas como nos dedos”, alerta a médica.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, o Brasil ocupa o primeiro lugar no ranking da doença, há mais de cinco anos. São 4,6 doentes para cada dez mil habitantes, enquanto à Índia, berço da moléstia, apresenta 2,4 doentes para cada dez mil habitantes.

A transmissão da doença se dá pelas vias aéreas. O tratamento é feito a base de medicamentos e pode levar de seis meses a um ano, dependendo do tipo de lesão.