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Câncer de pulmão New England Journal of Medicine publica estudo que mostra os benefícios de nova terapia alvo contra câncer de pulmão Estudo de fase II demonstra a eficácia de IRESSA como tratamento de primeira linha para pacientes com câncer de pulmão de não pequenas-células avançado com mutação do gene EGFR Dados do estudo NEJ002 divulgados na quinta-feira, 24 de junho, no New England Journal of Medicine mostram que o medicamento IRESSA (gefitinibe), se usado como tratamento de primeira linha, melhora significativamente a sobrevida livre de progressão da doença (PFS) em pacientes com câncer de pulmão de não pequenas-células (CPNPC) com mutação do gene EGFR, em comparação com o tratamento padrão de dois quimioterápicos associados (carboplatina/paclitaxel). Desta maneira, o estudo sugere que pacientes que possuem a mutação do gene EGFR podem responder melhor a este novo medicamento do que à terapia padrão com dois agentes quimioterápicos. O estudo apresentou uma redução de 70% do risco de progressão da doença no caso de pacientes tratados com gefitinibe quando comparado com a quimioterapia (HR=0,30, IC 95% 0,22 a 0,41 p<0,001). Um total de 73,7% dos pacientes tratados com gefitinibe conseguiram uma resposta objetiva contra 30,7% do grupo que recebeu a quimioterapia (p< 0,001). A sobrevida geral, que constituiu um parâmetro secundário do estudo, embora não tenha alcançado relevância estatística, foi numericamente mais longa no grupo tratado com gefitinibe - 30,5 meses contra 23,6 meses no caso da quimioterapia (p=0,31). O nível de cruzamento nesse estudo foi alto, pois 95% dos pacientes no braço quimioterapia passaram para um tratamento cruzado, recebendo gefitinibe como segunda linha de tratamento. “Esses dados respaldam os resultados do estudo IPASS e confirmam que os pacientes com CPNPC avançado com mutação positiva do EGFR podem obter resultados melhores com gefitinibe como tratamento de primeira linha em comparação com a quimioterapia dupla, que é o atual padrão de tratamento. É de suma importância que os pacientes sejam testados para verificar se possuem mutação do gene EGFR, de modo que aqueles que a apresentem possam receber um tratamento que é particularmente eficaz para o seu tipo de câncer do pulmão”, afirma Alison Armour, diretora médica da AstraZeneca. O medicamento foi aprovado em julho de 2009 na Europa para o tratamento de pacientes com câncer de pulmão avançado de células não-pequenas com mutações do EGFR. Fora da Europa, um programa de solicitações regulatórias para a expansão da autorização existente está em andamento, visando incluir o uso de gefitinibe no tratamento de primeira linha de CPCNP avançado com mutação do EGFR. Sobre gefitinibe Modo de Ação: Gefitinibe (250 mg) é uma terapia de EGFR-TKI(inibidor da tirosina quinase do receptor de crescimento epidérmico), administrado por via oral, uma vez ao dia que localiza e bloqueia a atividade do EGFR-TK, uma enzima que regula as vias de sinalização intracelulares envolvidas na proliferação e sobrevida das células do câncer. A sinalização do fator de crescimento foi identificada como uma causa chave do crescimento e disseminação do tumor em uma ampla variedade de cânceres. O medicamento foi aprovado em julho de 2009 na Europa para o tratamento de pacientes com CPCNP com mutações do EGFR. Fora da Europa, um programa de solicitações regulatórias para a expansão da autorização existente está em andamento, visando incluir o uso de gefitinibe no tratamento de primeira linha de CPCNP avançado com mutação do EGFR. O gefitinibe tem um perfil de efeitos adversos bem estabelecido, geralmente bem tolerado, e não é tipicamente associado a efeitos adversos citotóxicos encontrados comumente na quimioterapia. Os efeitos adversos mais comuns do medicamento são erupções cutâneas leves a moderadas e diarreia. Até o momento, o número de pacientes que tomaram gefitinibe é superior a 300 mil, e o tempo máximo que um paciente foi mantido em tratamento com gefitinibe foi pouco mais de oito anos. Sobre a AstraZeneca A AstraZeneca é uma reconhecida companhia internacional que atua na área da saúde, dedicando-se à pesquisa, desenvolvimento, fabricação e comercialização de produtos farmacêuticos para venda com receita. É a quinta maior indústria farmacêutica do mundo, com faturamento de US$ 32,8 bilhões. Ocupa importantes posições na venda de produtos gastrointestinais, cardiovasculares, respiratórios, oncológicos, neurológicos e psiquiátricos. Para mais informações, visite o site www.astrazeneca.com.br. |