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Ato Médico

Enfermeiros do Estado de SP dizem NÃO

Enfermeiros do Estado de SP dizem NÃO ao Ato Médico

Responsável por reunir o maior “exército” da saúde do País, com 67 mil profissionais só no Estado de São Paulo, Sindicato de Enfermeiros desaprova texto atual do PL 7.703

O Sindicato dos Enfermeiros do Estado de São Paulo (SEESP), órgão responsável pela representação da categoria em todo o Estado, considera o texto atual do projeto de lei 7.703/2006, uma estratégia para se fazer reserva de mercado, uma vez que transfere em caráter privativo ao médico atividades executadas atualmente por profissionais enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas, entre outros, e que tiveram formação acadêmica para tal.

De acordo com a presidente do SEESP, Solange Caetano, o projeto é lesivo, pois afronta o princípio constitucional da integralidade da assistência e do acesso universal aos serviços de saúde, o que exige a participação de toda a equipe de profissionais da área e não só do médico, além de colocar uma sobrecarga financeira para o orçamento da saúde pública e aumentar o lucro da saúde privada e ferir a liberdade do exercício profissional assegurada na Constituição Federal.

Solange considera a aprovação do Ato Médico um retrocesso histórico, pois prejudica a sociedade e o desenvolvimento do SUS, que foi uma conquista histórica do movimento sanitarista no país. “Se por acaso for prescrita a punção de uma veia em determinado membro e não houver condições físicas no referido local, o enfermeiro não poderá optar por outro acesso mais viável, pois estará praticando exercício ilegal da medicina. Mesmo no caso de ser uma medicação para atenuar a dor, caso muito comum em Prontos-Socorros”, exemplifica.

Para se ter ideia, a situação se agravaria ainda mais na periferia, onde muitas vezes não há médicos suficientes. Essa população ficaria sem qualquer tipo de atendimento inicial, pois qualquer procedimento necessitará de prescrição médica.

 

T.I. Webmaster: Marcia Rodrigues